DIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE: Estudantes clamam por mais políticas de acesso e permanência em universidades

Veja aqui a galeria completa de fotos da Sessão especial em homenagem ao Dia internacional da Juventude. Foto: Michel Dória

 

A necessidade de ampliar políticas públicas de acesso e permanência de estudantes nas universidades permeou os debates na sessão especial do Dia Internacional da Juventude, na manhã desta quinta-feira (10), no Plenário da Assembleia Legislativa da Bahia. Responsável pelo ato, a deputada Luiza Maia (PT) chamou atenção para o déficit na política de assistência estudantil. A sessão teve a parceria do Conselho Estadual de Juventude (Cejuve).

“O governo golpista e ilegítimo de Temer está dedicado a destruir todas as conquistas sociais, entre elas, o empoderamento jovem por meio da educação superior. E as ações afirmativas, fruto de muita luta do movimento negro e estudantil do nosso estado, correm sério risco. Este é o principal clamor neste Dia da Juventude”, afirmou a parlamentar.

 

Para Natália Gonçalves, presidente do Conselho Estadual de Juventude, a conjuntura atual requer dos jovens “mais resistência”. “Para a juventude se manter nas universidades é preciso que os governos se responsabilizem com moradia, alimentação, saúde e mercado de trabalho desses jovens. Os problemas enfrentados por eles são estruturais e requer uma ação coletiva dos poderes públicos”, reforçou.

 

“Tivemos avanços aqui na Bahia, com o programa ‘Mais Futuro’ do Governo do Estado, mas precisamos de um orçamento maior que contemple todo o conjunto de jovens das universidades estaduais. Outro ponto é que há 8 milhões de universitários no Brasil, 75% destes estão nas universidades privadas e não há programas do governo para a assistência e permanência nestas instituições”, refletiu Natan Ferreira, presidente da União dos Estudantes da Bahia (UEB).

Já a vereadora de Salvador, Marta Rodrigues (PT), destacou que o parlamento federal quer “alienar os jovens”. 

 

O presidente da OAB Jovem, Hermes Hilarião, declarou que o futuro depende dos atos que a juventude construam no presente.

 

E Fernando Maltez, coordenador Estadual de Juventude e representante do governador Rui Costa, disse ser importante a juventude estar no centro do debate.

 

Para Daniele de Jesus, coordenadora Regional da Associação de Grêmios e Estudantes de Salvador (AGES), é necessário ter mais políticas para a juventude: “As que temos vêm sofrendo cortes do governo golpista de Temer”.

 

“A Uneb é a primeira universidade a implantar uma pró-reitoria de Assistência Estudantil, em 2009, fruto da luta do movimento estudantil. Temos 36 residências universitárias, mas precisamos trabalhar para a assistência plena”, apontou Marcelo Lemos, secretário de Relações Institucionais da Uneb.

 


A coordenadora de Assistência Estudantil da Ufba, Juliana Oliveira, defendeu ser preciso lutar pelo ingresso de jovens indígenas, dos povos ribeirinhos, marisqueiras, quilombolas, ciganos também nas universidades públicas.

“O secundarista tem o sonho de entrar na universidade e se manter e o desafio é ampliar as vagas de acesso e a manutenção, para que esse sonho se torne realidade”, disse Vitor Santos, presidente da Associação Baiana de Estudantes Secundaristas (ABES), de Santa Cruz Cabrália.

 

O professor Nildo Pitombo, subsecretário Estadual de Educação, destacou que a juventude está participando ativamente da organização do novo currículo escolar do estado: “Não há mordaça dentro das escolas da rede estadual para os jovens. Estamos fazendo política de igualdade no ambiente escolar”.

 

A vereadora Edineide Pereira (PT) levou para a sessão uma comitiva composta por 30 jovens do município de Araci. A edil destacou a importância de o Poder Legislativo estadual debater a necessidade de mais políticas de juventude.

 


Entenda o tema

Alunos da Escola Olodum fizeram uma linda apresentação musical na abertura da sessão especial dedicada à juventude.

O Dia Internacional da Juventude é comemorado no dia 12 de agosto, no mundo inteiro. A data é fruto de resolução da Assembleia Geral da ONU em 1999, em resposta à recomendação da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, reunida em Lisboa, em Agosto de 1998.

 

 

A política de garantia a assistência e permanência de estudantes com baixa condição socioeconômica nas universidades públicas foi implantada pelo ex-presidente Lula, em 2008. 

“Possui uma função de extrema importância na democratização do acesso ao ensino superior e na redução de desigualdades, que tanto afligem nossa juventude. No entanto, essa política pública passa por dificuldades na atual conjuntura do país”, disse Luiza Maia.

 

*Texto:Edição: Freitas

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