Diretora da Banda Didá elogia campanha ‘Meu Carnaval é Antibaixaria’

A diretora de Projeto da Banda Didá, Viviam Caroline, elogiou a existência e aplicação da Lei Antivaixaria, em especial durante o carnaval. Na opinião dela, a veiculação de músicas cujas letras ofendem e diminuem a dignidade feminina é algo que caminha na contramão de todo processo de empoderamento e desconstrução de padrões negativos que vem sendo desenvolvido nos últimos anos.

A diretora de Projeto da Banda Didá, Viviam Caroline. | Foto: Reprodução

“Nós, mulheres da Didá, nos incomodamos com a veiculação de músicas, de publicidade que agridam, ofendam, diminuam nossa potencialidade enquanto mulheres, enquanto mulheres negras e, se tem um repertório que vai de encontro ao que nós acreditamos, ao nosso discurso diário, é necessário que digamos não. Então é claro que nós somos contra. Nós, mulheres da Didá, somos contra a baixaria, não apenas no carnaval, mas em todas as instâncias”, declarou.

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Ainda de acordo com Viviam, a riqueza da musicalidade baiana precisa estar à serviço do empoderamento feminino: “A poesia e a gramática precisam estar à favor dessa desconstrução [de padrões preconceituosos], porque a violência já é um lugar secularmente comum, que nós rejeitamos e não aceitamos mais… Que cantores e compositores possam refletir, porque a musicalidade baiana é rica e toda essa ritmica precisa estar unida, ancorada em uma literatura que nos fortaleça, que nos empodere”.

campanha #MeuCarnavaléAntibaixaria alerta para o cumprimento da Lei Antibaixaria no Carnaval. Sancionada há 5 anos, a Lei 12.573/12 proíbe que recursos públicos estaduais sejam usados para contratar artistas que depreciam as mulheres em suas músicas.

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