Luiza Maia apresenta Moção de Congratulações pelos 259 anos de Camaçari

“Parabéns Camaçari, 259 anos de emancipação política. Uma cidade bonita, acolhedora, com belas praias, mas que infelizmente passa por um momento difícil”. A deputada estadual Luiza Maia (PT) se congratulou com o aniversário do município, mas não deixou de fazer críticas à gestão do prefeito Elinaldo (DEM), em moção apresentada nesta quarta-feira (28), na Assembleia Legislativa da Bahia.

“A cidade está abandonada. Feirantes, pescadores, mototaxistas, professores, servidores públicos, movimentos sociais têm sido perseguidos pelo prefeito, que se dizia ‘amigo do povo’. É um cenário negativo em meio à comemoração tão bonita como está, do 259º aniversário desta importante cidade do nosso estado. Mas o povo, unido, saberá mudar essa história”, afirmou a parlamentar.

Para Luiza Maia, a população camaçariense está entristecida pela desorganização da gestão municipal, que persegue trabalhadores. “Mas não tenho dúvida, assim como na época do prefeito Caetano essa cidade cresceu, se desenvolveu e acolheu seus filhos, Camaçari brevemente, junto com seu povo, voltará a sorrir”, reforçou.

Na Moção de Congratulações, a parlamentar destacou que Camaçari, com seus cerca de 287 mil habitantes, possui economia pujante, sobretudo em decorrência das atividades desenvolvidas pelas empresas instaladas no polo petroquímico, o maior complexo industrial integrado da América Latina, cujas ações repercutem positivamente nas finanças da Bahia.

“O município me acolheu e, a cada aniversário, apesar das dificuldades passadas nos últimos anos, reacenderá a vocação de crescer e acolher seu povo. Amo Camaçari, essa cidade que escolhi para viver e atuar politicamente, seja na luta para diminuir as desigualdades, seja no combate à violência contra a mulher e pelo empoderamento feminino”, afirmou a deputada.

História

A história de Camaçari começa às margens do rio Joanes, em 1558, com a formação da Aldeia do Divino Espírito Santo, pelos jesuítas João Gonçalves e Antônio Rodrigues. Logo depois, foi instalada a Companhia de Jesus, espaço para catequização dos índios tupinambás que viviam na região.

Foto: Michel Dória

Em 1624, a Aldeia do Divino Espírito Santo desempenhou um papel importante na expulsão dos holandeses que chegaram à Bahia. Na época, sob a liderança do bispo D. Marcos Teixeira, várias autoridades foram acolhidas na vila e organizaram as tropas de resistência, juntamente com os índios, expulsando, um ano depois, os invasores.

Camaçari foi emancipada no dia 28 de setembro de 1758, por meio de decreto do Marquês de Pombal, que alterou o nome do povoado para Vila de Nova Abrantes do Espírito Santo e expulsou os jesuítas que viviam na região. Tempos depois, passou a ser chamada apenas de Vila de Abrantes.

Os primeiros registros apontam à existência de 544 casas e 1.200 habitantes. A vila, por falta de liderança jesuítica, teve a sede transferida para o arraial de Parafuso, não chegando a se efetivar e voltando novamente para Abrantes.

Nessa época, as terras que compõem o município pertenciam ao desembargador Tomaz Garcez Paranhos Montenegro. Graças à influência política, ele conseguiu trazer em 1860 a estrada de ferro para suas terras, o que impulsionou o crescimento da região.

Mas foi em 1920 que o distrito de Camaçari foi criado, desmembrado de Abrantes. O então governador Francisco Marques de Góes Calmon muda a sede do município de Abrantes para Camaçari, que passa a ser vila. Cinco anos depois, passa a se chamar Montenegro, em homenagem ao desembargador.

Finalmente, em 1938, o município é chamado de Camaçari, através do decreto 10.724, de 30 de março. O nome, que inicialmente se escrevia Camassary, tem origem tupi-guarani. O significado é árvore que chora, devido às folhas ficarem cobertas de gotículas. Com o documento, o município ficou sendo formado pela sede e os distritos de Vila de Abrantes, Monte Gordo e Dias D’Ávila, este último emancipado em 1985.

 

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