
A Associação de Defesa e Proteção dos Direitos de Homossexuais da Bahia (PRO HOMO) encaminhou à deputada Luiza Maia (PT) uma carta pública na qual solicita a inclusão de um dispositivo no Projeto de Lei (PL) Antibaixaria que impeça a contratação de artistas cujas músicas incentivam a homofobia. A proposição, de autoria da deputada estadual Luiza Maia (PT), foi elaborada inicialmente com o objetivo de impedir o pagamento, com dinheiro público, de atrações que tocam músicas degradantes à figura feminina.
BAHIA - 14/03/2012
11:00h
A PRO HOMO existe desde 2004 e faz parte do grupo de entidades que compõem o Conselho Estadual de Proteção aos Direitos Humanos. Na carta dirigida a Luiza Maia, o presidente da associação, Renildo Barbosa, destaca que o machismo não é somente inimigo das mulheres, mas também da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
“Com essa falsa cordialidade, acabamos por ser vítimas de ‘bulling’, preconceito e discriminação. Somos ‘constrangidos (as)’ publicamente, tendo canais públicos, que são rádios, web e eventos, como palco para toda a sorte de crimes de ódio”, avalia Barbosa.
Ele diz ainda que, em alguns “hits” do cancioneiro popular baiano, homossexuais são animalizados e comparados a “anacondas”. “Essas comparações incitam o riso fácil e provocam na sociedade a legitimação da homofobia, do racismo e principalmente do sexo banal”, problematiza.
A PRO HOMO afirmou ainda ser a favor da livre expressão, porém “contrários ao uso da música, cultura e de toda arte para legitimar práticas criminosas e que incitem a violência”.
Para a deputada Luiza Maia, a luta da associação é legítima, pois a comunidade LGBT é, de fato, vítima de inúmeros preconceitos. O PL Antibaixaria será votado dia 20 de março.
Confira aqui na íntegra a carta pública