40 anos… Polo de Camaçari consolida economia baiana

Artigo da secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia, Luiza Maia, publicado na edição desta sexta-feira (29) do Jornal A Tarde…

Âncora do desenvolvimento da Bahia, o quarentão Polo Industrial de Camaçari, maior complexo integrado do Hemisfério Sul, encontra-se em sua plena forma. Em meados da década de 70 a luta do brilhante economista Rômulo Almeida foi para assegurar a instalação do então Polo Petroquímico na Bahia. Hoje, o desafio é combater a política desastrosa de desindustrialização do Governo Temer.

Artigo publicado no Jornal A Tarde

Basta uma breve radiografia neste epicentro industrial para notar que, sem uma interferência negativa da política nacional, o complexo viverá muitas outras décadas. Com mais de 90 empresas, o Polo de Camaçari tem faturamento anual bruto de US$ 15 bilhões (dólares), emprega 45 mil pessoas, é responsável por 20% do PIB estadual, 30% das exportações baianas e por mais de 90% da arrecadação tributária de Camaçari, dados do Cofic. O município, inclusive, foi impactado. De uma cidade pacata, com 16 mil habitantes, passou a ter uma população de quase 300 mil habitantes, Censo 2017.

Moradora de Camaçari desde 1976, terra onde fortaleci minha trajetória política de luta pelos direitos sociais, vereadora na década de 80, acompanhei de perto o medo que pairava na população quanto às ameaças de poluição no nascedouro deste complexo industrial.

Nos anos 2000, em novo período no legislativo municipal, presenciei o complexo passar a ser denominado Polo Industrial, com a implantação do segmento automotivo e início de operação da Ford, a chegada da Gamesa, primeira fábrica de aerogeradores na Bahia, criação da Braskem e inauguração das fábricas de pneus Continental e Bridgestone.

Já como deputada estadual, a partir de 2010, vi a implantação do Complexo Acrílico pela Basf, a chegada da nova Unidade ITF Chemical – no setor de Fármacos, e o lançamento do novo Plano Diretor do Polo. Também a inauguração da Fábrica de Motores da Ford, primeira no Nordeste.

Agora, na condição de secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia – primeira mulher a assumir a pasta em 80 anos -, vejo novos fatos relevantes que atestam a posição estratégica do Polo de Camaçari para a economia baiana.

A Braskem, por exemplo, acaba de fazer um investimento de R$ 300 milhões para flexibilização de parte de seu processo. A Unigel tem feito ampliações, a Formitex está implantando projetos para reativação de uma unidade da Dow Química. A Kimberly-Clark, no setor de higiene pessoal, já ampliou sua capacidade de produção, assim como O Boticário. E o investimento da BASF foi de € 600 milhões (euros), o maior em 100 anos da empresa no Brasil. O Governo do Estado tem feito seguidos investimentos para melhoria da infraestrutura de acesso ao Polo, com o sistema BA 093, a reforma da Via da Cascalheira e a construção da Via Atlântica.

Por tudo isto, o Polo de Camaçari, nestes 40 anos, constitui-se um dos capítulos mais importantes da história da indústria brasileira, tanto pelo ineditismo, quanto pelo desafio que representou para a industrialização do país. Hoje, é consolidado no desenvolvimento econômico da Bahia e do Brasil.

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