Abstenções sobem no 2º turno e se igualam a índice de 1998

Como já era esperado, as abstenções no segundo turno das eleições foi superior ao registrado no primeiro turno. O índice passou de 18,12% para 21,5% na votação de ontem — o maior registrado em eleições presidenciais e idêntico ao das eleições de 1998, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito em primeiro turno.

Geralmente as abstenções em segundo turno são maiores, mas na avaliação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, o número de eleitores que deixou de comparecer às urnas, pouco mais de 29 milhões de pessoas, é normal.

O ministro lembrou que fatores como o feriado prolongado e condições climáticas adversas podem ter contribuído para o aumento das abstenções, principalmente na região Norte, onde a seca torna vários rios não navegáveis.

Nas duas últimas eleições, em 2002 e 2006, as abstenções foram de 17,7% e 16,75% no primeiro turno, e de 20,5% e 18,99% no segundo. Nas eleições de 1994 e 1998 as abstenções foram de 17,8% e 21,5%, mas não houve segundo turno. Em 1989, 11,9% dos eleitores não compareceram ao primeiro turno, e 14,4% faltaram no segundo.

Além das causas citadas, o TSE admite que há problemas na comunicação de falacimentos, o que mantém eleitores mortos na lista dos aptos a votar. Além de abrir brecha para fraudes, o número de títulos não cancelados pode inflar o número de abstenções no Brasil, mas não se sabe quantos são esses títulos. De qualquer forma, o tribunal explica que o cancelamento é automático para eleitores que não votaram nas últimas três eleições.

 

Agência Câmara dos Deputados.

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