Ativista brasileira ganha prêmio mundial de direitos humanos

FOTO: Ilustração
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Ela dividiu a homenagem com Principe Gabriel Gonzalez, defensor dos direitos de presos políticos da Colômbia.

Sandra, 40, iniciou sua trajetória quando cursava ciências sociais em São Paulo. Logo em seguida, integrou a comissão que entrou no presídio do Carandiru logo após a chacina de 111 presos. Desde então, especializou-se na área de segurança pública, na qual denunciou grupos de extermínio, chacinas e locais usados para tortura e desova de cadáveres.

O prêmio já foi dado ao ex-senador dos EUA Edward Kennedy e as paquistanesas Asma Jahangir e Hina Jilani.

Para Sandra, a premiação é uma forma de dar visibilidade aos desafios do país na área de direitos humanos. Após duas décadas de atuação, ela diz que somente agora a família começou a se acostumar com o seu trabalho. “No início, eles tinham muito medo”, afirma.

Há cinco anos ela mora no Rio e diz que o governo do Estado não buscou diálogo com os movimentos sociais.

Na sua avaliação, os eventos de violência na cidade desde o último fim de semana não são um fato isolado. “Em nome do combate ao tráfico de drogas, o que a gente está vendo é uma política de extermínio”, diz.

Para a ativista, o Rio não tem uma política de confronto. “Confronto pressupõe duas forças iguais, e não é isso que existe.”

Folha de São Paulo

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