Audiência sobre a comunidade Rio dos Macacos termina sem acordo

Promovida pelas comissões de Direitos da Mulher e de Promoção da Igualdade, presididas, respectivamente, por Luiza Maia e Bira Corôa, ambos do PT, o encontro, apesar de diminuir a tensão entre as partes envolvidas, não conseguiu chegar ao acordo, pois os moradores rejeitaram de pronto a ideia de serem remanejados para um local próximo.

A moradora Rosimeire dos Santos aproveitou a oportunidade para denunciar que as cerca de 50 famílias vêm sofrendo atos de violência. “Estamos ameaçados de morte. Eu sou negra, estou sofrendo e não vou deixar que meus filhos e netos sofram o mesmo”, revelou.

Representando a Marinha, o comandante do 2º Distrito Naval, Carlos Autran Amaral, afirmou que, quando a área foi destinada à instituição militar, não existia no documento repassado pela prefeitura de Salvador nenhuma referência de que havia ocupação de quilombolas.

“Se esse pessoal está lá é porque a Marinha consentiu. Estamos cansados de atender esse pessoal no nosso posto de saúde”, retrucou o oficial.

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