Brasil é mais influente que EUA na América Latina, aponta pesquisa

O povo latino-americano aponta o Brasil como país mais influente na região, superando até mesmo os Estados Unidos. É o que diz a pesquisa Latinobarômetro, que avalia opiniões, atitudes e valores na América Latina. A margem da liderança brasileira é de significativos nove pontos percentuais, embora o número absoluto seja relativamente baixo.

Segundo o Latinobarômetro, publicado com exclusividade pela revista britânica The Economist, 19% dos entrevistados em todos os países da região veem o Brasil como país mais influente – um aumento de um ponto percentual em relação ao ano passado.

Em segundo lugar, com 9% dos votos, vêm os EUA (que se manteve inalterado) e a Venezuela (que perdeu dois pontos percentuais desde 2009). A revista ressalta, contudo, que os americanos continuam mais influentes para o povo mexicano e de boa parte da América Central. A Venezuela, por sua vez, lidera neste quesito no Equador, na República Dominicana e na Nicarágua.

O líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PT-PE) considerou normal a avaliação positiva do Brasil na América Latina. "A atuação do Brasil destaca-se pela parceria e cooperação, sem ingerências e com respeito à autodeterminação dos povos. Em contraste, os EUA historicamente atuam com objetivos hegemônicos, desconsiderando a autonomia dos outros países", disse o líder.

Ferro observou ainda que, durante o governo Lula, o Brasil projetou-se internacionalmente, com uma diplomacia afinada com os objetivos nacionais. "Implementamos programa de cooperação em diferentes áreas, defendemos a democracia e rechaçamos as tentativas golpistas da direita latino-americana contra governos populares. Nos orientamos por respeito e parceria", afirmou.

DEMOCRACIA

O levantamento do Latinobarômetro mostra que a crença na democracia e o otimismo em relação ao progresso nacional aumentou na maioria dos países da região. Apenas pela segunda vez desde o início da pesquisa, em 1995, o crime superou o desemprego como maior preocupação dos latinos-americanos.

O Brasil lidera ainda a lista dos mais otimistas com o progresso do país, com quase 70% dos brasileiros entrevistados respondendo que sim. Segundo a Economist, o bom número brasileiro se deve à forte performance econômica do país durante a crise econômica mundial e a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No fim da lista está Honduras – país que sofreu um golpe de Estado no ano passado e viu seu legítimo presidente ser obrigado a se refugiar na embaixada brasileira em Tegucigalpa. O golpe causou ainda o esfriamento das relações bilaterais com os EUA , parceiro econômico crucial daquele país.

Em um quesito diretamente relacionado, relata a Economist, a pesquisa mostra ainda um aumento do apoio do povo latino-americano à democracia e a suas instituições. Ao todo, 44% dos entrevistados se disseram satisfeitos com a democracia atual em seu país natal – mesmo número de 2009, mas um aumento de 19 pontos desde 2001.

 

PT na Câmara.

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