Brasileiras estão entre as executivas mais poderosas da América Latina

As mulheres são aproximadamente 24% nos cargos de chefia no mundo, segundo dados da consultoria The Grant Thornton International Business Report, baseados em informações referentes a empresas privadas em 36 países em 2009.  Mas, no ranking regional desse mesmo levantamento, a América Latina é o destaque. Tem 28% de mulheres em cargos de chefia, à frente do Leste da Ásia com 27%; Ásia-Pacífico com 25%; NAFTA (Canadá, Estados Unidos, México e Chile como associado) e países Nórdicos com 21%; e União Europeia com 20%.

O Brasil, especificamente, tem 21,43% de mulheres chefes, de acordo com dados da Catho Online, baseados em pesquisa realizada em fevereiro de 2009 e referente às informações de 89.075 empresas do Cadastro Catho.

Uma brasileira aparece em primeiro lugar na recente lista divulgada pela revista latino-americana “América Economia”, que elenca as gestoras que mais se destacam no mundo dos negócios. É Maria das Graças Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras, empresa que até a década de 1970 sequer aceitava mulheres engenheiras. A diretora ocupa a posição de executiva mais poderosa da América Latina, segundo a revista. Tem 57 anos, foi a primeira mulher a ocupar uma diretoria da Petrobras. Maria das Graças é formada em Engenharia Química pela Universidade Federal Fluminense (UFF), é mestre em Engenharia Nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) e tem MBA em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Sua carreira na empresa começou em 1978, como estagiária. Foi também presidenta da Petroquisa, gerente executiva de Petroquímica e Fertilizantes ligada à Diretoria de Abastecimento da Petrobras, e secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia. Presidiu ainda a Petrobras Distribuidora até 2007, quando assumiu o cargo que ocupa atualmente.

Outra brasileira figura na lista das executivas mais admiradas. Em 8º lugar, Luiza Helena Trajano é a diretora da rede de varejo Magazine Luiza. Formada em Direito e Administração de Empresas, Luiza é sobrinha dos fundadores da empresa e começou a trabalhar aos 12 anos. Aos 63, já passou por todos os departamentos e administra mais de 600 lojas em 16 estados brasileiros. Segundo a revista “Exame”, ela tem uma política voltada para o bem-estar, a satisfação e o desenvolvimento do talento dos colaboradores, objetivando sempre melhores resultados. A Meta da empresa é chegar a um faturamento de 8,3 bilhões de dólares (R$ 14 bilhões) em 2015, mais do que o dobro estimado para as vendas deste ano.

A 3ª colocada entre as executivas não é brasileira, mas chegou ao país recentemente. A norte-americana Denise Johnson é a nova presidenta da General Motors Brasil. Aos 44 anos, ela iniciou a carreira na montadora aos 25, mesma idade com que se formou em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Michigan. É mestre em Engenharia Mecânica e em Administração pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Durante seu trabalho na empresa, ocupou cargos importantes nas áreas de engenharia, produção e planejamento. Denise Johnson também já foi escolhida como uma das “100 mulheres líderes da indústria automotiva americana”, em 2010, pela revista “Automotive News”.

Apesar da primeira colocação ser brasileira, os destaques são as executivas que atuam no México, seis entre as 10 da lista. São elas: Grace Lieblen (norte-americana), presidenta e diretora da General Motors México; Paula Santilli (argentina), presidenta da Pepsico México; Carmina Abad Sánchez (mexicana), presidenta da MetLife México; Nicole Reich de Polignac (francesa), presidenta e CEO da Scotiabank Inverlat México; Louise Goeser (norte-americana), presidenta e diretora geral da Siemens Mesoamerica/México; e Angélica Fuentes Téllez (mexicana), presidenta-executiva do Grupo Omnilife-Chivas/México.

Em 10º lugar do ranking das maiores executivas, aparece uma peruana Mariela García, gerente geral da peruana Ferreyros, empresa distribuidora de bens de capital. Na função de gerente geral da Ferreyros, a executiva tem feito uma abertura para a participação feminina nos negócios. As finanças e a logística da companhia também são lideradas por mulheres.

Confira as tabelas:

Ranking por Regiões Mundiais de Mulheres em Cargos de Chefia

Cargos de Chefia Presidentes e CEOs (Chief Executive Officer) – por Sexo no Brasil

 

 

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