BRASÍLIA: Líderes de partidos decidem pedir urgência para reforma política


Os líderes partidários da Câmara decidiram nesta quinta-feira (21) que vão apreciar na próxima semana requerimento de urgência para votação de pontos da reforma política. O líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), explicou que ainda será construído um acordo para definir os itens que serão votados com urgência.

Ele adiantou que o PT defende a aprovação do financiamento público exclusivo de campanha eleitoral e o voto em lista fechada. “Mas até a próxima semana vamos analisar, juntamente com os outros líderes, o que pode ser aprovado para entrar em vigor já nas eleições de 2010 e o que deve ser apreciado para valer em 2014”, acrescentou.

Na reunião na casa do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), ficou definido também que serão criadas comissões especiais para discutir as propostas de emendas à Constituição e os projetos de leis que tratam da reforma política e que tramitam na Casa.

O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), afirmou que foi criado um ambiente pró-reforma política. “Foi uma reunião positiva, com posicionamentos diferenciados, mas de onde saiu uma posição de ampla maioria de que a Câmara quer votar a reforma política. Há consenso de que nós não podemos continuar com esse sistema atual, que é um sistema que incentiva o personalismo e o abuso do poder econômico. Isso está liquidando com a credibilidade da democracia brasileira”, enfatizou.

Os líderes admitem que ainda existem divergências quanto ao mérito de várias proposições. Os partidos se dividem, por exemplo, na questão da lista fechada. Alguns apóiam, outros não. Há divergência, inclusive dentro dos partidos, entre deputados que querem a lista fechada e outros que não querem. “Eu pessoalmente sou um defensor da lista fechada e do financiamento exclusivo”, afirmou Fontana.

Desvinculação

O líder do governo ressaltou que no debate desta quinta surgiram posições que fortaleceram a possibilidade de desvinculação da lista fechada e do financiamento público. “Podemos aprovar o financiamento público sem a necessidade dele só valer se for aprovada também a lista fechada”, explicou. Foi defendida também, segundo Henrique Fontana, proposta para aprovar já para 2010 o financiamento público exclusivo para as eleições majoritárias (presidente, governador e senador) e para 2014 o financiamento público para as proporcionais candidaturas (deputado e vereador). “Acredito que podemos aprovar, inclusive, o financiamento público também para as candidaturas proporcionais, acrescentou.

O líder Vaccarezza enfatizou que ainda não existe nenhum acordo firmado para o financiamento público em 2010 somente para candidaturas majoritárias. “Por enquanto somente alguns partidos estão defendendo esta alternativa. “Mas, se houver acordo nós vamos apoiar”, adiantou.

Fidelidade

Para Henrique Fontana é importante também que seja incluída nas prioridades de votação a fidelidade partidária. “É a fidelidade que fortalece os partidos. Além do personalismo e do abuso do poder econômico, é a infidelidade que enfraquece os partidos e os projetos políticos que defendem. É preciso ter consciência de que, quem muda o país para melhor não é um político isolado, mas o projeto político do seu partido”,afirmou.

Liderança PT/Câmara

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