Campanha defende igualdade de direitos para populações discriminadas

FOTO: Reprodução
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A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou hoje (16) no Brasil uma campanha publicitária nacional em defesa da igualdade de direitos para diversos segmentos da sociedade, como homossexuais, negros, profissionais do sexo e pessoas com HIV/aids. A campanha Igual a Você é composta por vídeos de 30 segundos, que serão veiculados voluntariamente por emissoras de televisão parceiras.

São sete vídeos com depoimentos, sendo um em cada categoria, de gays, lésbicas, transexuais, negros, pessoas com HIV/aids, profissionais do sexo e refugiados, em que integrantes de cada um desses segmentos dizem que têm sentimentos e expectativas iguais aos de qualquer ser humano e encerram com a frase: “Igual a você, quero respeito”.

A campanha contém ainda um vídeo que pede o apoio da população para o tratamento de usuários de drogas, outro que pede respeito às crianças com HIV/aids nas escolas e um terceiro que pede que as unidades de educação trabalhem com a questão da diversidade.

A campanha envolve cinco agências da ONU – o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) –, além de cinco redes de movimentos sociais, e deverá ser veiculada tanto em emissoras de televisão públicas como privadas nos próximos meses.

O coordenador da Unaids no Brasil, Pedro Chequer, explica que a ideia da campanha surgiu como uma forma de garantir os direitos humanos a populações mais discriminadas. Apesar disso, segmentos sociais como indígenas e idosos ficaram de fora da iniciativa.

“É lógico que essa campanha não esgota a iniquidade. Temos no Brasil populações como os idosos, por exemplo, que sofrem discriminação. A população que tem dificuldades de locomoção ou que apresenta algum problema físico de saúde é discriminada. Essas populações também devem ser vistas no sentido de promoção de seus direitos, de equidade e de igualdade”, disse.

ABR

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