Entrevista com o vereador Everaldo Brotas do município de Cafarnaum

Portal Luiza Maia – Qual a sua identificação com o município de Cafarnaum? Você é filho da cidade? A sua família tem influência no local?

Everaldo Brotas – A minha identificação é muito forte. Nasci em Cafarnaum em abril de 1963. Minha família chegou por lá no ano de 1914 vindos de Brotas de Macaúbas. A história com a política também não começou por agora. Meu avô paterno, Raul Gomes, foi eleito quatro vezes vereador do município entre as décadas de 60 e 70. Da parte materna da família, o meu avô participou da emancipação da cidade e houve por muitas vezes representações no legislativo local.

PLM – Conte como foi a sua infância e a sua relação com seus pais e seus irmãos.

EB – Nasci na cidade e quando eu tinha oito anos de idade meus pais resolveram mudar para a zona rural. Seguimos todos em busca de uma nova vida. Eu, meus nove irmãos e meus pais. O dia-a-dia por lá era bem agitado, nós ajudávamos nas atividades rurais, no cultivo da lavoura do fumo, feijão, milho e da mamona. Com dez anos sai da roça e retornei para a cidade. Meus pais sempre souberam que a educação era fundamental para os filhos, então fui estudar a 1ª série primária pela manhã e durante o turno da tarde tomava conta do bar da família.
A minha infância foi de trabalho, mas ao mesmo tempo, éramos felizes.
 

PLM – Quando você resolveu entrar na política e como foi essa decisão?
 

EB – Minha família sempre foi ligada a Igreja Católica, daí em dezembro de 1982, quando tinha 19 anos, ingressei no grupo jovem da igreja, onde exerci o cargo de coordenador, através dos estudos teológicos das CEBS. Em 1985 entrei no serviço público engajado na rede estadual de ensino. Fui membro do Diretório Estadual do PT, dos movimentos sociais de base e com isso veio a necessidade de entrar na vida política, ao lado do Partido dos Trabalhadores – PT. Fui candidato a vereador em 1988 e candidato a prefeito em 1992.
 

PLM – Qual o seu primeiro cargo político?

EB – Depois das duas candidaturas – sem sucesso – em 1988 e 1992, consegui ser eleito vereador de Cafarnaum em 1996 com 154 votos, reeleito no ano de 2000 com 237 votos. No anos de 2004, mais uma reeleição com 326 votos e novamente reeleito em 2008 com 755 votos. Fui o vereador mais bem votado da história de Cafarnaum-Ba.


 

PLM – O que te motivou a se candidatar na eleição para presidente da Câmara Municipal de Cafarnaum?

EB – Essa candidatura foi uma vontade que eu já tinha dentro de mim, junto com o clamor da sociedade. Fui indicado a presidência da Câmara, onde foi mostrado uma atuação nunca vista até então naquela cidade.

PLM – Você é pré-candidato a prefeito, quais são os seus planos para a cidade?
 

EB – Realmente. Sou pré-candidato a prefeito de Cafarnaum a pedido do povo e das lideranças políticas.
A nossa cidade sofre um retrocesso político, com perseguições de líderes políticos atrasados, com uma administração sem planejamento no cenário político e administrativo, estando esta, envolvida em vários escândalos públicos, que veio a tona em rede nacional. O nosso projeto político é alinhado ao projeto do PT e seus aliados, com espelho às políticas públicas do Governo Federal e Estadual, dando prioridade as questões sociais, como educação, saúde, cultura, esporte, lazer, e geração de renda junto as ONGs, além da parceria com o setor público e privado.

PLM – O que você acha do PL Antibaixaria proposto pela deputada estadual Luiza Maia (PT)?

EB – Em pleno século XXI, é inadmissível o poder público incentivar e financiar músicas e eventos que ofendem a dignidade das mulheres, por isso é de grande importância o poder público conscientizar a população a não denegrir a imagem da mulher.
Pela primeira vez na história da Assembléia Legislativa , nasce uma parlamentar que está fazendo um trabalho, que deixa os eleitores da mesma com orgulho de ter apostado na sua liderança. É uma deputada nota 10.
 

PLM – Deixe uma mensagem final para os leitores da entrevista.

EB – “Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.”
Mahatma Gandhi

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