Governadores pedirão a Dilma para poupar NE de corte no Orçamento

Governadores do Nordeste querem garantir, em reunião com a presidente Dilma Rousseff, que o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento de 2011 não afetará investimentos do governo federal na região.

Dilma participará na próxima segunda-feira (21) do 12º Encontro de Governadores do Nordeste, em Aracaju (SE). Será a primeira oportunidade de Dilma, desde que tomou posse, de apresentar propostas para a região que deu a ela 18,4 milhões de votos no segundo turno da eleição presidencial, mais que o dobro do obtido pelo candidato adversário, José Serra (PSDB).

Segundo o governador de Sergipe, Marcelo Déda, é essencial para a região a preservação de projetos de infraestrutura, como a ferrovia Transnordestina, modernização de rodovias e interiorização de universidades federais.

“Existe muita preocupação com o corte. É uma ansiedade que habita os corações de todos os governadores. Não sabemos o efeito desse corte nos projetos do governo no Nordeste. É preciso discutir onde será aplicado o contingenciamento”, afirmou ao G1.

Existe muita preocupação com o corte. É uma ansiedade que habita os corações de todos os governadores. Não sabemos o efeito desse corte nos projetos do governo no Nordeste. É preciso discutir onde será aplicado o contingenciamento"
Marcelo Déda, governador de Sergipe

Outra questão que deve ser levantada durante o encontro com a presidente é a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). A proposta, conhecida como “nova CPMF”, prevê a cobrança permanente de uma alíquota sobre as movimentações financeiras, a exemplo do que ocorria com a CPMF, que foi extinta em 2007.

A arrecadação seria destinada unicamente para a saúde. O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), defendeu o projeto e a regulamentação da Emenda 29, que estabelece um valor mínimo de repasses da União para saúde. “Isso [discutir CSS com Dilma] é muito importante, não só para o Nordeste como para o custeio da saúde no Brasil”, disse ao G1.

Segundo ele, a União reduziu os repasses para a saúde, enquanto a responsabilidade dos estados com o atendimento à população aumentou. "É preciso elevar os recursos federais no custeio da saúde. Eu defendo a regulamentação da Emenda 29 e a CSS. A saúde é um dos maiores problemas do Brasil, que só será resolvido se houver gestão e financiamento”.

 

G1

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