Guido Mantega: PAC ajudou país a se recuperar da crise econômica

FOTO: Reprodução
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira (8) que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está cumprindo os objetivos básicos, pois o país apresentou capacidade de recuperação diante da crise econômica, em grande parte, por causa desses investimentos.

Mantega afirmou que o Brasil tem atravessado essa fase com um bom desempenho, em comparação com outros países.

“Tudo isso mantendo o equilíbrio das contas públicas e sólidos os fundamentos da economia brasileira. Temos cumprido os objetivos, apesar da crise econômica mundial que acometeu todos os países”, afirmou.

Pelos números apresentados pelo ministro, a economia deverá crescer 1% em 2009 e 4,5% no ano que vem, podendo chegar a 5%. “Alguns dizem até mais do que isso. Portanto, estamos cumprindo rigorosamente a principal meta do PAC, que é um patamar de crescimento mais elevado no país.” Ele afirmou que o governo já trabalha com a hipótese de que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre tenha um crescimento de 2% a 2,2% e um resultado anualizado entre 8% e 10%.

Quanto à produção industrial, o ministro lembrou que, embora o setor tenha sofrido mais com a crise, principalmente devido às exportações, tem demonstrado um poder de recuperação sólida. Mantega comparou o crescimento da produção industrial no início do quarto trimestre do ano passado, quando estava em 111,5 pontos, com o índice no final do ano, quando o Brasil foi atingido pela crise, caindo para 89 pontos.

“Estamos aquém do crescimento que estávamos no ano passado. Nós ainda temos um caminho a percorrer até chegar aos 111 pontos”. Guido Mantega destacou ainda a evolução do setor automobilístico, por ser emblemático e representar uma parte importante da produção industrial, além de mostrar a eficácia das medidas do governo para recuperar a economia.

O ministro disse que, no início da crise, o Brasil vendia 268 mil veículos. Esse número caiu para 177 mil no pior momento da crise. Ao decidir pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e pelo aumento do crédito dirigido para o mercado de automóveis, houve uma recuperação e em setembro foram vendidos 308 mil, considerado um recorde para as vendas mensais do setor.

“O setor é um dos poucos no mundo que estão vendendo mais do que no ano passado. Passa por uma recuperação bem maior do que o de outros países”, afirmou.

O ministro da Fazenda citou ainda a recuperação do emprego, pois, segundo ele, em plena crise o Brasil continua a gerar novos postos de trabalho. Este ano, conforme os dados apresentados por ele, foram gerados quase 700 mil empregos, com projeção para o final do ano de 1 milhão de novos postos.

“Portanto, um dos objetivos do PAC, que é a geração de empregos, mesmo com as dificuldades da crise, está sendo alcançado”. Outro ponto destacado pelo ministro foi o mercado de massa, que, mesmo diante das turbulências econômicas, teve uma “pequena oscilação, mas continua em expansão” com consequências positivas sobre a atividade econômica.

O ministro citou ainda a redução da vulnerabilidade externa do país, pelas reservas internacionais de US$ 225 bilhões, e da taxa básica de juros (Selic) hoje em 8,75% ao ano [5% ao ano em termos reais]. “Mudamos um paradigma. Porque antes se acreditava que o Brasil só funcionava com altas taxas de juros. Esse mito está desfeito pela realidade. A crise ajudou.”

PT Brasil

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