Maria Penha quer órgão que agilize punições da violência contra a mulher

A criação de um órgão que garanta maior ação do Ministério Público nos casos de violência contra a mulher foi defendida pela biofarmacêutica Maria da Penha, que deu nome à lei que pune os crimes de violência contra a mulher.

 

A Lei Maria da Penha, segundo ela, é para a defesa da mulher e não para todo tipo de violência, como se quer aplicar em alguns casos.

Maria da Penha participou da cerimônia de abertura do 1º Encontro Nacional do Ministério Público dos Estados e do Distrito Federal, nesta segunda-feira (7), para discutir a implementação e aplicação de maneira unificada em todo o país da Lei Maria da Penha.

Também estiveram presentes à cerimônia realizada no Salão Negro do Ministério da Justiça a ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire, e o ministro da Justiça, Tarso Genro.

Para o ministro Tarso Genro, a violência contra a mulher não é algo exclusivo dos países pobres. Ele citou a Espanha como exemplo de país rico, em que a violência cresce a cada dia de maneira endêmica.

O ministro defendeu a criação das unidades pacificadoras com o intuito de articular melhor as Políticas de prevenção. “As ações realizadas hoje são lentas, mas cumulativas. A partir da criação do fórum vamos consolidar uma nova cultura e uma nova política de combate à violência”, afirmou.
 

 

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