Meio Ambiente: Jovem brasileira dá exemplo para o mundo

Enquanto os líderes mundiais discutem como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana, paralelamente, na 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), organizações não governamentais, empresas, associações e pessoas interessadas trocam experiências sobre alternativas para a redução de gases de efeito estufa na atmosfera.

 

No meio delas, Brasília — e o Brasil — teve uma representante: Sofia Martins Carvalho, de apenas 17 anos. A jovem foi uma das embaixadoras do Clima — programa realizado pelo Conselho Britânico — escolhida para ir à Copenhague participar da Conferência.

De acordo com Ana Paula Bessa, gerente de projetos do Conselho Britânico no Brasil, a escolha do representante foi feita a partir do engajamento e de ações que esses jovens desenvolvem em sua cidade. “Os jovens têm uma capacidade de comunicação e mobilização extraordinárias, e conseguem dialogar com autoridades. Além disso, eles são multiplicadores do conhecimento de alternativas para uma mudança, no caso, a climática”, disse.

Em outubro deste ano, Sofia foi uma das organizadoras que mobilizou e reuniu 350 estudantes em frente ao Congresso Nacional para chamar a atenção sobre o aquecimento global. A moça também fundou um movimento em prol do meio ambiente em sua escola e tem planos de ampliar a iniciativa para envolver outros colégios do Distrito Federal. “É uma agressão o que fazemos com a Terra. As pessoas precisam se conscientizar a respeito dos danos que temos causado a ela. Queria ver mais ações e medidas concretizadas, os líderes abraçando a causa”, expressa a jovem.

“Sofia é nossa ecochata”, brinca Luíza Neiva, mãe da jovem. “Ela observa cada ação da gente em casa, fica vigiando e chamando a atenção”, conta. Não foi à toa que sua irmã mais velha decidiu sair de casa. “Minha irmã é uma consumista desmedida, sem consciência”, entrega a menina. Para dar o exemplo, Sofia vai e volta para a escola a pé, faz questão da coleta seletiva de lixo e da economia de energia. “Chegamos ao limite, as ações devem ser imediatas, a começar por nós mesmos”, enfatiza.

Na escola, a jovem fundou o grupo de Mobilização dos Estudantes em prol do Meio Ambiente (Mema). Ele abrange estudantes do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio e desenvolve vários projetos que adotam ações de sustentabilidade dentro do colégio. “Queremos que o Colégio Marista possa ser de fato um exemplo para os outras escolas, que elas queiram também adotar essas práticas de sustentabilidade, ter uma área direcionada para a conscientização dos alunos, dos jovens, a respeito da mudanças climáticas, dos efeitos causados por nós e do que podemos fazer para melhorar isso”, esclarece Sofia.

Segundo a assessora do núcleo psicopedagógico do Marista, Rívia Fernandes Maia, o papel da jovem contamina os demais alunos e os transforma em protagonistas no âmbito social. “Esse engajamento dá visibilidade a esses jovens e os transforma em multiplicadores”, constata.
 

Correio Braziliense

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