MUNDO e POLÍTICA: Amorim pede saída imediata do atual governo de Honduras


O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reiterou ontem (22) o apoio brasileiro ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e alertou que o governo “golpista” deve se afastar, o quanto antes, para evitar maiores danos à população hondurenha.

“Há um clamor da comunidade internacional. Eu raramente vi um assunto internacional com tanta unanimidade quanto esse. Os únicos que estão pensando diferente são os que deram o golpe em Honduras”, disse Amorim, após encontro com o chanceler de Isarel, Avigdor Lieberman.

“É preciso que eles compreendam que têm que sair. Apenas estão retardando sua agonia, porque eles não têm condições de ficar. É o povo hondurenho que vai sofrer se eles não saírem logo, à medida que essa ajudas forem cortadas e comece a faltar dinheiro para pagar funcionalismo”, ressaltou Amorim, lembrando que a União Europeia já cortou sua ajuda a Honduras.

O ministro frisou que o Brasil é a favor da volta do presidente de Honduras por meios pacíficos. Para ele, o governo atual deveria resolver a situação nos termos da resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA). “Acho que é possível conseguir isso”, afirmou Amorim.

Logo após a deposição de Zelaya, no dia 28 de junho deste ano, a OEA aprovou, por aclamação, resolução condenando energicamente o golpe militar em Honduras e exigindo o o retorno “imediato, seguro e incondicional” de Zelaya ao poder.

Na segunda-feira (20), após duas rodadas fracassadas de negociação com a intermediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, Zelaya apelou à comunidade internacional para que endureça medidas contra o governo de Roberto Micheletti – chefe do Legislativo que assumiu o poder após a deposição do presidente eleito. Zelaya anunciou também a criação de uma “frente interna” de seus partidários em Honduras, já prometeram intensificar ações de protesto e greves.

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