Mundo reconhece papel decisivo de Lula na vitória dos Jogos Olímpicos

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A comunidade internacional reconhece o papel decisivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na vitória do Brasil para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Em matérias publicadas durante todo o fim de semana, a imprensa estrangeira destacou a liderança do presidente brasileiro no cenário mundial. A revista inglesa The Observer afirma que Lula atravessa um “momento especial”.

A publicação aponta o crescimento das exportações, o “boom” nos preços da commodities e os investimentos em políticas sociais como conquistas do presidente brasileiro. “No segundo trimestre do ano, a economia brasileira cresceu 1,9%, e a previsão é de que chegue a 5,3% em 2010. Os jogos olímpicos levarão tanto dinheiro vivo quanto prestígio para aquela nação latino-americana, que é a maior economia da região e a nona maior do mundo”, ressalta.

Segundo a revista, a vitória do Rio de Janeiro reflete o empenho do governo Lula para colocar o País entre as nações de liderança política mundial. A publicação classifica a descoberta do pré-sal como um fato que “pode ajudar a transformar o país em um protagonista ainda maior no cenário internacional”.

A publicação destaca ainda a atuação da diplomacia brasileira que, sob a batuta de Lula, conseguiu consolidar a importância do G20 – grupo que reúne as vinte maiores economias do planeta. O G-20 foi reconhecido nos Estados Unidos como o fórum responsável pela tomada decisões de âmbito mundial, em substituição ao G8.

De acordo com The Observer, essa “nova atitude” do Brasil se deve, em muito, à atuação do presidente brasileiro. Segundo a revista, Lula figura entre os chefes-de-estado sul americanos que “estão ajudando a colocar o chamado ‘continente esquecido’ de volta no mapa”.

Para a norte-americana CNN, “a vitória do Rio também é uma vitória de Lula”. “Lula trabalhou para ajudar os pobres do país, introduzindo medidas com a intenção de reduzir a incidência da pobreza”, destaca o site da emissora.

Segundo o Wall Street Journal, os Jogos Olímpicos “cristalizam a ascensão do Brasil como poder econômico e político”. “No momento em que o Brasil se tornou uma força econômica com suas recém descobertas reservas de petróleo e crescente influência no diálogo internacional sobre comércio, muitos moradores afirmam que sediar as Olimpíadas é a cereja no bolo”, acentua o jornal.

O El País, da Espanha, lembra que, quando assumiu o segundo mandato, o presidente Lula disse que o Brasil “estava cansado de ser um país emergente”. Para o jornal, a escolha “premiou a situação geoestratégica brasileira e a pujança econômica ascendente deste gigantesco país, cada vez mais emergente e menos terceiro-mundista”.

Ainda de acordo com a publicação espanhola, a ambição de levar o Brasil à categoria de “desenvolvido” fará Lula entrar para a história. “O futuro do Brasil, com suas luzes e suas sombras, determinará sem dúvida o futuro da América Latina, já que sua economia é nada menos do que metade da região”, afirma El País.

A imprensa argentina também destacou a vitória do Rio de Janeiro. “Nos últimos anos, a economia brasileira cresceu até o ponto de localizar o país entre os dez de maior produção do planeta. Estima-se que serão investidos mais de US$ 14 bilhões de dólares para Rio 2016. O financiamento é algo que não parece correr risco”, aponta o jornal La Nación.

O jornal Crítica publicou a seguinte manchete: “Um abismo separa o Brasil da Argentina”. “O Brasil, que entendeu que os Jogos Olímpicos transcendem o esportivo e são um símbolo geopolítico do mundo moderno, deu o golpe de misericórdia, com Lula à frente, que confirma a nação como líder regional cada vez mais distanciado”, ressalta.

O primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, recebeu neste fim de semana o presidente Lula em Bruxelas. “O Brasil confirmou sua entrada no pelotão da liderança mundial com a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016”, afirmou Van Rompuy.

Para Lula, a escolha do Rio de Janeiro reforça a campanha do governo brasileiro para conseguir uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. “O Conselho de Segurança é uma questão de tempo. Não sei se vai ser no meu mandato, mas nunca esteve tão maduro. Existe uma compreensão do mundo”, disse o presidente.

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